
Essa é uma das perguntas que mais ouço no consultório, e eu entendo perfeitamente a angústia que ela carrega. Você está aqui, buscando cuidar da relação, mas sente que está remando sozinho. O parceiro ou a parceira parece resistente, desinteressado ou até mesmo assustado com a ideia de sentar no divã ao seu lado.
A verdade é uma só: a terapia de casal exige a concordância genuína de ambas as partes.
Não adianta um estar ali forçado e o outro superempolgado. O processo é uma parceria, e o compromisso precisa vir dos dois. Se um não está pronto, respeitamos esse tempo. Cada um tem seu momento de amadurecimento, e a pressão raramente funciona – pelo contrário, pode gerar mais resistência e mágoa.
A Terapia Individual como opção
A terapia individual é indicada quando apenas um dos parceiros busca atendimento no momento, ou quando há questões pessoais relevantes que estão influenciando a dinâmica do casal – e que talvez estejam até dificultando o diálogo. Muitas vezes, a terapia individual se torna um complemento essencial para a terapia de casal, e, em alguns casos, o primeiro passo para que o outro se sinta mais seguro para entrar também.
